Conhecer para preservar
Paulo Roberto Araújo
Os turistas que visitarem as dunas de Cabo Frio poderão conhecer a partir de agora como elas se formaram. A história das dunas do Peró, da Dama Branca e das do Alto Cabo Frio, incluídas na Área de Preservação Ambiental (Apa) do Pau- Brasil, vai ser contada em placas que serão inauguradas hoje nas praias do Forte e do Peró e no Parque das Dunas. Os marcos vão esclarecer que a ação dos ventos resultou nos maiores campos de dunas do Sudeste.
As informações nas placas têm como base estudos feitos na região pelo Departamento de Recursos Minerais (DRM-RJ) e pelo Museu Nacional da UFRJ. Fotos aéreas e imagens de satélite comprovam que as Dunas do Peró ocupavam 3,5 quilômetros quadrados de área há 40 anos e, hoje, elas estão reduzidas a 2,5 quilômetros quadrados.
— A mobilidade das dunas é um fenômeno natural, mas foi acelerada pela ocupação urbana. Ela precisa ser controlada para evitar alterações que desestabilizem o processo natural — alertou o secretário de Meio Ambiente de Cabo Frio, Juarez Lopes.
O marco nas dunas do Alto de Cabo Frio, instalado na Praia do Forte esclarece que elas separam, duas das mais importantes bacias petrolíferas do país: Campos e Santos.
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Atentado na rocha milenar do Morro da Guia
O Morro da Guia ou Tairú, um dos pontos mais atrativos de Cabo Frio, possui 8 rochedos sulcados que datam de 5 mil anos antes do presente. Um deles, a chamada Rocha número 3, localizado próximo à capela Nossa Senhora da Guia, que possui 14 sulcos de mais de 1 metro de cumprimento, foi colocada intencionalmente uma camada de cimento por pessoas inescrupulosas. O fato acelerou o processo de deterioração da rocha.
A importância das pedras sulcadas radica de ser únicos testemunhos mudos dos antigos sambaquianos que eram os povos prístinos que moravam em nossa cidade.As rochas vêm sofrendo diversos atentados de ação humana, como marcas de declaração de amor, fraturas pessoais, depósito de oferendas rituais e erosão natural, tais como chuvas, ventos e crescimento de liquens (fungo de rocha) de diversas cores como marrom, amarelo e verde claro.Sobre o significado simbólico das rochas se tecem diversas hipóteses como a tradicional “amoladores líticos fixos” que procedem de 1885 de Ladisláu de Mello e Netto, observatório astronômico, lugar de rituais e reuniões sociais, “chicotadas do diabo”, Neengathu e as antigas escrituras dos paleo-brasileiros, marcas de Su-mé, presença de cardumes, entre outras.Porém, nós temos o dever de proteger e valorizar nossa própria cultura para as gerações futuras junto com A TEIA (Associação de Turismo Ecológico Integrado à Arqueologia) ao lado do IPHAN, INEPAC e a Prefeitura Municipal, em especial a Secretaria de Turismo que tem o resguardo do Morro da Guia desde 2003.Os policiais e guias de turismo do Morro da Guia indicaram que o cimento foi colocado após o repintado da capela que ocorreu entre outubro e novembro deste ano.Uma indicação pertinente é que antes de executar alguma obra no topo do Morro tem que ser avisado as autoridades pertinentes, inclusão de arqueólogos e preparação de um projeto de pesquisa. Porém, A TEIA está preparando um projeto de pesquisa que permita resolver o problema da destruição das rochas sulcadas com mapeamento das rochas, uso de GPS e escavação sistemática, além de uma trilha que indique o lugar de movimentação dos turistas e estudantes. Tarefa que tinha que ser feita pela secretaria de Turismo. Contudo, o objetivo desse projeto visará resolver os problemas de função, cronologia e proteção de nosso patrimônio de longa antiguidade cultural e monumental. Finalmente, o verdadeiro potencial das rochas sulcadas é consolidar a identidade cultural cabo-friense e do país e, sobretudo, o orgulho da cidade. Até a próxima.
Alfredo José AltamiranoProfessor de arqueologia da UNIRIO, pesquisador do CNPq e Presidente da A TEIA
O fenômeno da Ressurgência - por Elísio Gomes Filho
Em fins do ano de 1828, o minucioso inglês R. Walsh vinha ao Brasil na comitiva de Lord Strangford como capelão e ao passar pela montanhosa Ilha do Cabo Frio haveria de registrar no seu diário de viagem, uma experiência que marcou a sua vida:
“No dia 15 de outubro, a proximidade de terra nos foi anunciada pela cor do mar que se transformou de azul-escuro em verde-claro. Ao meio-dia, Cabo Frio surgiu à nossa frente. Esse promontório escarpado era particularmente importante para nós, não apenas por ser um pedaço de terra que avistávamos após uma permanência tão prolongada no mar mas, porque representava a primeira visão do Novo Mundo e do vasto continente americano. Cabo Frio surgiu na forma de uma montanha alta e achatada, com uma névoa cinzenta no topo; de outras montanhas mais altas, pouco visíveis atrás da primeira e de uma cadeia de pequenos morros franqueando-a. Tudo contribuía para tornar agradável a aproximação desse promontório que parecia nos fazer um convite para conhecê-lo. A temperatura do ar era maravilhosa; de manhã o termômetro marcava 78º F e ao meio-dia 73º F. Avançamos rapidamente, tendo percorrido 210 milhas desde o meio-dia do dia anterior. Estávamos a 60 milhas de distância do porto do Rio e nosso curso era paralelo e próximo à costa.(...) Logo que passamos Cabo Frio, surgiu uma forte brisa vinda do mar, que nos tocou a uma velocidade de 13 nós, fazendo com que percorrêssemos 53 milhas em quatro horas, no período entre 2 e 6 horas da tarde. Enquanto essa brisa durou, o termômetro caiu para 61o F e o frio provocado pela mudança súbita de temperatura era bastante desagradável. Durante algum tempo, ainda conseguimos ficar no convés, tiritando, mas o frio tornou-se insuportável e todos descemos para colocarmos roupas mais quentes e um sobretudo. Voltamos novamente com grossos paletós e calças de lã, como se estivéssemos entrada na Baía de Baffin, e não numa enseada situada nos trópicos. Aqui, essa mudança de temperatura é muito comum, e mais tarde no Rio, algumas pessoas disseram-me ter experimentado. O nome Cabo Frio, sem dúvida, foi dado pelos antigos navegadores que passaram por experiência semelhante. (...) Fui informado de que o tempo tinha permanecido estável e excessivamente quente o dia todo. Assim, a corrente de ar gelado que nos atingiu estava restrita aos arredores de Cabo Frio. Num país onde não existe neve, ou outra superfície gelada para esfriá-lo, é difícil dizer de onde se origina essa corrente fria.”
Décadas e décadas depois, já em meados do século XX, o oficial da Marinha do Brasil Paulo de Castro Moreira da Silva passaria através do lendário Almirante Saldanha, a fazer uma série de Comissões Oceanográficas a fim de obter dados para o estudo do fenômeno que no passado não só perturbou tão profundamente o capelão Ralsh, mas tantos outros viajantes que visitando a zona dos trópicos no Atlântico Sul, se deparavam então com aquele inexplicável fenômeno.
Uma das Comissões realizadas por Paulo Moreira ocorreu entre os dias 15 e 28 de fevereiro do ano de 1957 e constou de estações ao longo dos “Perfis Cabo Frio, Guarapari e São Tomé”, além de 5 estações isoladas ao largo de nossa famosa Ilha do Cabo Frio. Cabe dizer que essa Comissão fazia parte de um programa de pesquisas para o Ano Geofísico Internacional elaborado pela Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN). Na verdade o ano Geofísico Internacional representava uma continuação do Ano Polar Internacional, sendo que o primeiro Ano Polar realizou-se no período 1882-1883 e as pesquisas se prenderam a assuntos de Meteorologia, Geofísica das regiões polares, Geomagnetismo e Auroras. Ficou então acertado um Programa que marcava um Ano Polar a ser realizado de 50 em 50 anos - de fato o segundo Ano Polar realizou-se em 1932-1933.
Mas a idéia do Ano Geofísico Internacional foi desenvolvida no ano de 1950 e por proposta de um grupo de cientistas estrangeiros resolveu-se antecipar em 25 anos o novo período de estudos, que então seria realizado entre 1957-1958, e resolveu, igualmente, alterar o nome de Ano Polar para o Ano Geofísico Internacional (AGI) por serem os estudos programados de muito maior âmbito, contando com a participação efetiva de 64 países, entre eles, o Brasil, representado através de sua Marinha de Guerra, particularmente pela DHN que na década de 50 marcou dentro das atividades oceanográficas, a presença brasileira.
Dentro do quadro geral da participação da DHN no AGI, o Almirante Saldanha ainda como Navio Escola, efetuou um cruzeiro de pesquisas ao largo dos Estados do Rio e Espírito Santo, objetivando iniciar o estudo das condições físico-químicas, biológicas e geológicas da área marítima entre os paralelos de Cabo Frio e do arquipélago de Abrolhos.
É lícito fazemos transcrever as “Considerações Finais” daquela Comissão, - publicada em 1969 pela DHN - pois ao nosso ver, são palavras de forte ressonância histórica porque testemunham o encontro da equipe científica do Almirante Saldanha com o complexo fenômeno da Ressurgência: “A área estudada encontrava-se na época, sob a ação de ventos fracos e moderados de NW a NE. O tempo, durante quase toda campanha, mostrava-se instável e chuvoso, com uma frente fria sobre o paralelo de Cabo Frio. Tal fato determina, em teoria, um forte deslocamento para o centro do oceano de águas superficiais da plataforma, com ressurgência de águas profundas sobre o talude. Tal fenômeno chegou, realmente, a ser constatado nessa Comissão, não só, por meio dos registros do termógrafo de bordo, como também das observações dos gráficos verticais do perfil Cabo Frio. Uma série de estações rasas sobre a plataforma, junto à Cabo Frio, duas das quais foram incluídas no citado perfil, permite visualizar essa ressurgência. A figura número 2 - distribuição de temperaturas na superfície - veio confirmar as observações feitas com o termógrafo. Junto à costa, as temperaturas são mais baixas do que ao largo, chegando a diferença a 3º C.”
Existem diferentes modos para se explicar o característico fenômeno da Ressurgência, optamos por escolher o que se segue: “A Ressurgência é o processo pelo qual, massas d’água profundas do Oceano Atlântico, ricas em nutrientes, tal como o fosfato, vêm à superfície propiciando um grande aumento na produção primária, a qual desencadeia o crescimento das populações dos outros seres marinhos. A Ressurgência em Arraial do Cabo pode ser explicada baseando-se em fatores geográficos, hidrológicos e meteorológicos. Os fatores hidrológicos são diretamente influenciados pelos meteorológicos: a distribuição das massas d’água ocorrentes na região é controlada pelo regime de ventos, além do desvio de Coriolis (causado pelo movimento de rotação da terra). Os ventos dominantes são os de leste e nordeste. Assim, o vento empurra a água a fim de fazê-la prosseguir ao longo da costa. Porém, a costa quebra a partir da Ilha do Cabo Frio, rumo a oeste e, além disso, a força do movimento de rotação da Terra afasta para a esquerda da costa a massa d’água superficial. Portanto o vento não leva a massa d’água na direção em que ele sopra. Quando a massa d’água superficial se afasta do litoral, as águas profundas, frias, enriquecidas vêm à superfície ocupando o espaço deixado. Na Ressurgência há um abaixamento da temperatura, uma pequena redução da salinidade da água e aumento das concentrações de oxigênio e nutrientes. Um outro efeito importante é no clima. O fenômeno promove o resfriamento da camada de ar que fica em contato com a superfície do oceano. A Ressurgência de Arraial do Cabo é um fenômeno não permanente e é estritamente regional e localizada sendo esta de pequenas dimensões. Seus efeitos biológicos são a alta produtividade marinha.”
A região fronteira a Ilha do Cabo Frio voltou a ser palco de estudos mais profundos e completos por parte do oficial Paulo Moreira, também a bordo do Almirante Saldanha (agora como Navio Oceanográfico). E assim no ano de 1978, no livro “Usos do Mar”, o famoso pesquisador da Marinha de Guerra escreveria: “Dois anos de observações regulares, em torno da ilha de Cabo Frio (de julho de 1972 a julho de 1974), realizadas pelo Instituto de Pesquisas da Marinha com financiamento do FINEP (Projeto Cabo Frio) confirmaram as indicações anteriores de que Cabo Frio é foco de uma importante ressurgência que, durante grande parte do tempo (80%) mantém a apenas 50 metros, sob o farol, uma água de temperatura baixa (15º ou menos), originária das profundezas do oceano (onde é encontrada a 300 ou 400 metros), e muito rica em sais nutrientes (nitratos, fosfatos, silicatos) que a água superficial pobre.”.
Elísio Gomes Filho é mergulhador, escritor e historiador, sendo autor de livros sobre tragédias marítimas e vários artigos veiculados em publicações científicas. Foi o fundador do Museu Histórico Marítimo do Cabo Frio (1987) e do Museu Histórico Marítimo de Armação dos Búzios (2001), cujos acervos foram doados ao Museu Oceanográfico de Arraial do Cabo. Entre suas pesquisas, mais notável, encontra-se aquela que veio elucidar o caso do desaparecimento do barco-de-pesca “Changri-lá”, descobrindo que a pequena embarcação brasileira foi atacada pelo U-199 em julho de 1943. Hoje, os nomes dos dez pescadores do “Changri-lá” encontram-se imortalizados, no Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial no Aterro do Flamengo. O especialista em histórias do mar, é responsável pelo site: www.nomar.com.br( www.nomar.com.br )
O que o topônimo Peró significa?
Peró é uma palavra de origem Tupi, oriunda dos índios Tamoios (antigos habitantes da região do Cabo Frio), que significa "gente desalmada". Assim é que os Tamoios se referiam aos portugueses, que se tornaram seus ferrenhos inimigos.
Antes da praia se chamar Peró, possuía a designação de "Praia do Perdido", devido, talvez à um naufrágio antigo ali ocorrido. E por falar em naufrágio, na praia do Peró, em 1910, ocorreu o naufrágio da escuna campista de nome Ferreira Machado.
Entre as praias do Peró e Conchas, existe o morro que foi batizado de "Morro Vigia dos Ingleses", pois segundo consta nos registros históricos, era de cima dessa elevação que os corsários ingleses vigiavam os navios portugueses, seus inimigos na época. " Vigia dos Ingleses" é um topônimo do século XVII.
Nas terras de Peró, ainda existe os vestígios das antigas Salinas Peroanas e do Trapiche.
Na Ogiva morou o Francês Leger Palmer, engenheiro que construiu a salina Trapiche. Sua casa ainda existe e encontra-se ao lado do Clube Náutico.
No Peró pode-se ver ainda, a "Pedra do Sal", lugar situado em frente à Ilha do Japonês. A razão deste nome é porque sobre as pedras ali existentes, formam-se cristais de cloreto de sódio.
Entre a "Ilha do Japonês" e a "Pedra do Sal" existe um amontoado retilíneo de pedras soltas chamado de "Cais Preto" - Essas pedras foram retiradas da Barra do canal do Itajuru. Estas pedras pertenciam à Feitoria Francesa que foi demolida em 1615.
Ilha do Japonês: tem esse nome porque no início do século XX, imigrantes japoneses ali se estabeleceram, para explorar a pesca regional.
O Peró também era conhecido como sendo o celeiro da cidade de Cabo Frio, pois produzia grande quantidade de legumes e verduras.
Texto Elísio Gomes Filho ( www.nomar.com.br )
Marcos geológicos explicam formação das dunas da Região dos Lagos
RIO - Cabo Frio recebe nesta quarta-feira três novos painéis do Projeto Caminhos Geológicos, que contam a história da formação das dunas de Cabo Frio e do Alto de Cabo Frio, limite das Bacias de Santos e Campos. Com estas placas, o Projeto Caminhos Geológicos atinge o número de 55 painéis colocados em 20 municípios do Estado do Rio de Janeiro, desde agosto de 2001.
As Dunas do Peró e da Dama Branca são monumentos naturais do estado e foram formadas a partir da ação de ventos sobre a areia das praias de Cabo Frio, graças às condições naturais que resultaram nos maiores campos de dunas da região sudeste do Brasil. A mobilidade das dunas é um fenômeno da natureza, acelerada pela ação humana, que precisa ser controlada para evitar alterações que desestabilizem o processo natural.
O Alto Estrutural de Cabo Frio é uma formação geológica que delimita as Bacias de Campos (a leste) e Santos (a oeste), separando duas das mais importantes bacias petrolíferas brasileiras. A placa, localizada na Praia do Forte, mostra a Bacia de Campos e esclarece a população da abrangência da Bacia de Santos no Estado do Rio de Janeiro, que se prolonga desde Paraty até Cabo Frio.
( 060322 - por Paulo Roberto Araújo - O Globo OnLine )
Club Mediterranée na Praia do Peró
Desenvolvimento do estado atrai mais um Club Mediterranée
A implantação em Cabo Frio, na Região dos Lagos, de outro village no Estado do Rio da cadeia de hotéis francesa Club Mediterranée – o outro fica em Mangaratiba, na Região da Costa Verde – mostra que a política do governo do estado na área do turismo dá resultados. Esta conclusão foi manifestada hoje de manhã, no Palácio Guanabara, pela governadora Rosinha Garotinho, ao receber o diretor presidente da rede hoteleira na América do Sul, Janyck Daudet, para apresentação do projeto do Club Meditarranée Cabo Frio, que será construído na Praia do Peró.
– Ao apostar no estado, o grupo francês mostra que estamos dentro de um patamar internacional de excelência no turismo – afirmou.
A governadora acrescentou que a ampliação do Aeroporto de Cabo Frio e a duplicação da RJ-140 foram decisivas para a atração desse investimento, que vai gerar mil empregos diretos e três mil indiretos na fase de implantação e 500 diretos e 1.500 indiretos na operação.
O Club Med Cabo Frio será inaugurado em setembro de 2008. Com investimento de R$ 46 milhões, o hotel será construído pela Agenco a partir de novembro.
– É um investimento significativo para o nosso estado pelo número de geração de empregos, pela qualificação da rede hoteleira e também por divulgar o Estado do Rio mundialmente – completou o secretário de Turismo, Sérgio Ricardo de Almeida.
Assim como os outros hotéis da rede, serão 352 apartamentos de alto luxo e todos com vista para a praia, uma das mais bonitas de Cabo Frio. O resort ficará numa área de proteção ambiental, a APA do Pau Brasil, e, por isso, será erguido em cima de palafitas de eucalipto, evitando causar impactos ao meio ambiente. Serão três restaurantes, sendo um na praia, e o miniclube será diferente, com restaurante exclusivo para as crianças.
– Escolhemos Cabo Frio porque a Praia do Peró é um lugar incomparável. Por ser próximo do Rio, facilita a atração de hóspedes, porque a cidade é a porta de entrada do turismo no Brasil. Além disso, fica ao lado de Búzios, um local conhecido mundialmente, além de a região oferecer toda a infra-estrutura necessária para o investimento – explicou Daudet.
De acordo com Daudet, o resort terá a mais alta classificação, dentro da nova estratégia mundial da empresa de oferecer serviços e produtos diferentes e mais sofisticados.
– Queremos proporcionar aos nossos GMs (clientes vips) férias incomparáveis, com villages em locais paradisíacos em uma ambiência que só o Club Med consegue oferecer – explicou Daudet.
Como os mais de 100 villages espalhados pelos cinco continentes, o complexo de Cabo Frio também vai oferecer opções para todos os gostos. No Brasil, os hotéis da rede proporcionam muitas atividades, como, por exemplo esquiar, no village de Mangaratiba, no Estado do Rio, e velejar, no de Itaparica, na Bahia.
Também participaram da reunião os secretários-chefe de Gabinete da Governadora, Fernando Peregrino, e de Desenvolvimento Econômico, Maurício Chacur, representantes da Agenco e o empresário Ricardo Amaral, entre outros convidados.
7/2/2006 - 15h13 - Ascom do governo)